Filme de estréia do inglês Richard Ayoade, é um filme sobre um adolescente enfrentando os usuais problemas da sua idade – no entanto – com uma forma singular e pelicular de mostrar como tudo pode ser questão de vida ou morte.
No longa, temos o protagonista, Oliver, que logo na primeira cena mostra que tem tendências suicidas ao imaginar como os outros reagiriam à sua morte, porém mostra-se também um adolescente diferente e maduro em relação aos outros.
Além dele, há Jordana – a mocinha da vez – que de tão fora do padrão protagonista linda e fofa torna-se magicamente encantadora e eternamente memorável.
A história de amor dos dois foge do clichê dos livros românticos e nos traz para a realidade das nossas vidas onde enfrentamos problemas reais como os familiares, doenças e até mesmo insegurança no relacionamento.
A trama tem uma zona de conflito tão sutil que fica longe dos genéricos filmes americanos – até porque este vem do Reino Unido, mas não vem ao caso – neste longa, até as mais fáticas das conversas tem um toque de profundidade que te fará refletir e possivelmente se sentir nostálgico.
Com uma fotografia crua que se remete rapidamente a melancolia, Submarine é um filme que entrou na lista dos meus prediletos e culpo, parcialmente, à sua direção onde nos insere de forma franca em cada cena e outra parte à trilha sonora composta apenas com músicas do Alex Turner do Arctic Monkeys.
Love is old,
Love is new,
Love is all,
Love is you.
Sei tão bem que teu coração é um oceano, imenso, profundo e cinza. Azul não, nunca. Não é muito linear, convenhamos, mas assim, transborda amor para qualquer um que se submeta a ele.
Já faz semanas que não te procuro. Dias que não te sinto. Exceto todas as noites, no fechar das minhas pálpebras que você está lá, e é impossível negar a tua presença em um lugar tão calmo, onde o mundo não existe, onde tudo é escuro e o único traço de luz é o cintilar do fundo dos teus olhos. Lá é diferente, lá você é compreensivo, lá você me escuta e precisa um pouco de nós. Eu crio os diálogos e as situações lá. Lá era pra ser aqui. Aqui não é. Lá não vai ser e aqui também não. Talvez porque lá é sonho e aqui eu chamo de vida.
Todo mundo tem ou teve essa necessidade de deixar a janela aberta, ou deixar pelo menos uma fresta da porta, como um convite para alguém desconhecido.
Não que seja uma necessidade, talvez seja só uma vontadezinha de se arriscar em algo novo, talvez só por curiosidade.
Tem gente que já deixou todas as janelas abertas e todas as portas escancaradas por uma vida toda para apenas uma pessoa, que sequer notou. E tem outras, que deixaram só uma janela um pouquinho aberta e foi o suficiente pra alguém querer entrar e ficar.
Eu sei e é notável para as pessoas mais próximas que com o passar do tempo, muita coisa aqui dentro mudou, e com isso não sou mais de deixar janelas entreabertas ou portas semifechadas.
Por enquanto passo observando os fechares e abrires de todas as portas e janelas das pessoas. Cansei e fechei janelas, tranquei portas, sai de lá, e cá estou eu andando em frente. Já não tenho medo do mundo, e assim caminho no tempo que bem entender.
Nunca fui dessas pessoas reclamonas, que quando o tempo anda ruim reclama e exige o melhor, ou o que quer. Gosto de simplicidade e pequenezas. Toda a minha família reclama, e muito. Meu pai reclama que eu preciso ter mais responsabilidade. Minha prima reclama que sou muito orgulhosa. Minha tia reclama que eu preciso ser mais séria, que devo parar de ser tão brincalhona com tudo. Minha mãe só reclama do meu quarto que não arrumo. Eu não sei reclamar. Não gosto de escândalos também. Prefiro ser assim, bobona, ficando velha e louca. Ficando em casa, fazendo qualquer coisa. Fazendo qualquer coisa pra colocar um sorriso no rosto das pessoas que amo, e das que precisam também.
Então tudo deu errado e acabei indo pra Londrina no sábado. Choveu muito e eu fiquei encolhida debaixo do guarda chuva com medo dos fogos de artificio, de vez em quando eu olhava um pouquinho pra cima e para as pessoas a minha volta. Foram 15 minutos assim, quase morri. Voltamos no domingo e já que eu me demiti e não tenho mais que trabalhar , acho que vou passar umas semanas lá, talvez eu vá amanha mesmo. Pois bem , feliz ano novo e enfim..